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  • Brian Oliveira

Indústria de máquinas de construção cresce 14% e fatura R$ 15 bi em 2020

O setor é conhecido por suas máquinas de movimentação de terra, a chamada “linha amarela” (nome que deriva da cor dos equipamentos). No auge do mercado nacional, em meados de 2010, inúmeras marcas desembarcaram no Brasil atraídas pelo grande volume de obras ao redor do país, impulsionadas principalmente pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Ao longo dos últimos anos, porém, as vendas desaceleraram e o setor enfrentou tempos difíceis. Foi neste cenário que as empresas se reinventaram, adequando o portfólio com produtos mais versáteis, que atendessem não só a construção, mas também o agronegócio e a mineração, que se beneficiam do dólar alto e, consequentemente, das exportações.

“O país deixou de ter grandes obras, que demandavam máquinas extra grandes. Com isso, as empresas apostaram em produtos menores, com mais tecnologia e preços mais atrativos”, afirma Eurimilson Daniel, vice-presidente da Sobratema, associação que reúne os fabricantes, em entrevista à EXAME.

A entidade divulga nesta quinta-feira, 26, levantamento anual sobre o desempenho do setor. Em 2020, a indústria comercializou 30.798 máquinas de construção, ante 26.943 registradas no ano passado. Na linha amarela, o setor vendeu 19.581 unidades, alta de 22% sobre o desempenho de 2019.

Daniel afirma que, diante da crise econômica brasileira de 2014 a 2016, a frota de máquinas de construção acabou ficando envelhecida e, hoje, com a Selic em mínima histórica, o crédito mais barato estimulou a renovação destes equipamentos.

Com isso, as cerca de 10 empresas que atuam no mercado brasileiro com produção local se beneficiaram de uma demanda maior em 2020. Grandes marcas globais estão por aqui, como Caterpillar, Case, New Holland, Volvo, entre outras.





Fonte:exame.com

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